Primeiro escalão fica sem representante do PR
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terça-feira, 24 de dezembro de 2002
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O presidente do PT do Paraná, o deputado estadual eleito André Vargas, afirmou que a escolha do economista Guido Mantega para o Ministério do Planejamento se deu pela ''relação pessoal'' que o economista tem com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O deputado federal eleito e ex-secretário da Fazenda do Mato Grosso do Sul e da Prefeitura de Londrina Paulo Bernardo (PT), era cotado para o cargo.
''José Dirceu (futuro ministro da Casa Civil) e José Genoíno (presidente nacional do PT) conversaram com o Lula, mas ele tinha preferência por Mantega. Ele (Mantega) tem uma relação pessoal próxima do Lula, esteve debatendo o programa de governo com os empresários, enquanto o Paulo Bernardo estava trabalhando na sua candidatura para a Câmara'', justificou Vargas.
Com a opção pelo economista, o Paraná não terá representantes no primeiro escalão. ''Vários Estados não têm representantes nos ministérios, mas acho que o Paraná tinha condição de indicar'', observou. ''Mas temos ainda as presidências do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e a Itaipu Binacional e deveremos indicar nomes. Há o entendimento que a Itaipu deve ficar com um paranaense'', afirmou.
Além desses cargos, Vargas acredita que a secretária de Gestão Pública de Londrina, Gleisi Hoffmann, mulher de Paulo Bernardo, será indicada para a Secretaria Nacional de Orçamento. O cargo, de segundo escalão, está ligado ao Ministério do Planejamento. O diretor do Departamento Estadual de Estudos Sócio-Econômicos e Rurais do Paraná (Deser-PR), Valter Bianchini, também deverá integrar o segundo escalão na área de agricultura familiar. Gilberto Carvalho, que é londrinense e assessor de Lula, deverá assumir a secretaria particular de Lula. A Folha tentou entrar em contato com Paulo Bernardo, que ontem estava em Curitiba, mas o telefone celular estava desligado.


