Brasília- O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, vai aproveitar o seminário e a reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que começa hoje, em Milão, na Itália, para firmar parcerias com empresários e banqueiros internacionais em prol do programa do primeiro emprego. ''Vou aproveitar o momento, conversar com todos e atrair parceiros para o programa'', disse Jaques Wagner.
O ministro embarcou para a Europa na última sexta-feira e só retornará ao Brasil na próxima quarta feira, depois de participar também da 268 reunião do Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, Suíça. A reunião da OIT servirá para a eleição do novo diretor-geral da organização. O Brasil apóia a recondução do embaixador Juan Somavia para o cargo.
O lançamento do programa do primeiro emprego para a juventude está previsto para a segunda quinzena de abril, mas pode ser adiada para 1º de maio, data da celebração do Dia do Trabalho. É que a escolha do melhor momento para o anúncio ficou a cargo do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Enquanto essa definição não vem, o ministro do Trabalho está tratando de ampliar apoio e recursos para o programa, que é voltado para os jovens com idade entre 16 e 24 anos. Já está decidido que as empresas que aderirem ao projeto serão beneficiadas com renúncia fiscal, em montante ainda não divulgado pelo governo.
Previdência - A comissão especial da reforma da Previdência, instalada pela Câmara dos Deputados, não vai esperar o encaminhamento da proposta de reforma previdenciária do governo Luiz Inácio Lula da Silva para dar início aos trabalhos. A deputada Yeda Crusius (PSDB-RS) já apresentou um projeto que prevê novas regras para os benefícios dos servidores públicos que vierem a se aposentar. O exemplo de Yeda Crusius deverá ser seguido por outros parlamentares que integram a comissão.
A proposta da deputada abrange os futuros aposentados de todas as esferas do setor público, ou seja União, Estados e municípios. O valor da aposentadoria dos atuais servidores públicos passaria a ser proporcional ao tempo em que o beneficiário contribuiu para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao período de contribuição para o regime próprio de previdência do setor público.

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