Primeiro debate centra fogo na administração municipal
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sábado, 02 de agosto de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Um aparente clima de camaradagem e, por outro lado, de tiro ao alvo contra os oito anos de administração Nedson Micheleti (PT) deram a tônica ontem ao primeiro debate entre os nove candidatos à Prefeitura de Londrina. O evento, promovido pela rádio Paiquerê AM na sede da emissora, das 9 às 12 horas, reuniu à mesa Amadeu Felipe (PCB), André Vargas (PT), Antonio Belinati (PP), Barbosa Neto (PDT), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Marcelo Urbaneja (PTdoB), Marcos Colli (PV) e Vilson Machado (PSol).
Nos cinco blocos disponibilizados para apresentação e contestação de propostas, os prefeituráveis fizeram perguntas entre eles próprios, responderam questões apresentadas por jornalistas da Paiquerê e da FOLHA e ainda foram submetidos a uma sabatina de lideranças comunitárias e de representantes de entidades.
Apesar das declarações de apresentação se mostrarem propensas ao discurso propositivo e - nas palavras de alguns candidatos - ''de espírito desarmado'', sem a necessidade de ''jogar pedras'', já para o segundo bloco, nas pergntas entre os candidatos, a bola da vez foi a atual gestão. Nesse aspecto, saúde, educação infantil e problemas de arrecadação foram elencados, assim como a implementação de uma Guarda Municipal. Não foram explicados, porém, de que forma o futuro prefeito poderá contratar agentes para a tal guarda, tampouco de que maneira o Município, com orçamento de que dispõe, poderia implementar o ensino integral. Clima semelhante foi notado no último bloco do debate, quando os candidatos responderam perguntas entre si.
No bloco em que as perguntas vieram de jornalistas, os prefeituráveis falaram sobre carência de vagas em creche - número que, perguntado, teve resposta de Belinati (20 mil vagas) muito além da carência (3 mil) apontada pela Prefeitura -, déficit de moradias, relação entre Câmara de Vereadores e órgãos técnicos da administração, ação dos agentes de trânsito para prevenir o aumento dos acidentes nas ruas de Londrina, cargos em comissão (166, atualmente, nas administrações direta e indireta), instalação da Usina Hidrelétrica Mauá, no Rio Tibagi, e revitalização do Centro. No bloco seguinte, entidades ligadas ao comércio, ao Direito, ao trânsito, a conselhos municipais e lideranças de bairro tiveram suas questões apresentadas.
Para o diretor da rádio, o empresário J.B. Faria, a aparente tranquilidade do início de campanha pode mudar quando começarem a despontar ''dois ou três desse grupo todo''. ''De qualquer forma, os e-mails que recebemos é de gente comentando que não pode ter baixaria na campanha; por outro lado, sabemos que a administração será o principal alvo das críticas, é até natural, estão todos bem preparados'', disse.
Já na avaliação do editor-chefe da Paiquerê, jornalista Lino Ramos, a expectativa é que o clima entre os candidatos suba de fato a partir do horário eleitoral gratuito, que tem início no próximo dia 19. ''O pessoal no debate estava até comedido, mas essa não deve ser a tendência, não'', acredita, ele que ainda fez uma observação: ''Lamento apenas que eles não tenham aberto possibilidade de mais uma rodada de perguntas de jornalistas'', comentou, referindo-se a um tempo de dois minutos finais que os prefeituráveis tiveram, no último bloco do debate, momento em que puderam optar pela nova rodada, ou pela pergunta entre eles. A maioria descartou a primeira opção.
O próximo debate entre candidatos está marcado para a quinta-feira, às 22 horas, na TV Tarobá.


