Primeiro de Maio teve 3 contas desaprovadas no TC
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Fábio Cavazotti<BR>Reportagem Local 
O atraso de cinco anos no pagamento da conta de luz não é o único problema financeiro da prefeitura de Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina). Consulta realizada pela Folha no Tribunal de Contas do Estado (TCE) mostrou que, entre 2001 e 2004, a prestação de contas foi desaprovada por irregularidades formais e materiais em três oportunidades (2001, 2003 e 2004). As contas relativas a 2005 já receberam parecer prévio negativo, mas ainda não passaram pelo plenário do TCE e podem ser aprovadas antes da remessa para a Câmara Municipal de Primeiro de Maio. O Tribunal é o órgão responsável por analisar as prestações de contas das prefeituras do Paraná e enviar os pareceres para julgamento pelas Câmaras de Vereadores.
No sábado, a Folha mostrou que a prefeitura de Primeiro de Maio chegou a ter a energia elétrica cortada em razão da dívida acumulada com a Copel desde 2001 - estimada em R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão.
''Entre os anos pesquisados, o TC aprovou somente as contas de 2002'', informou a assessoria de imprensa do Tribunal. Dentre as irregularidades encontradas nas prestações de contas estão omissão de conta corrente no sistema municipal informatizado, extrapolação de remuneração para agentes políticos (prefeito e/ou secretários), aumento nas despesas com pessoal acima do permitido em lei, extravio de extratos bancários e documentos diversos.
O prefeito Mário Casanova (PMDB) não retornou as ligações da Folha na sexta-feira e ontem. Acompanhado do Tesoureiro do município, Flávio Estivaneli, ele viajou a Curitiba ontem para reuniões na Copel e Casa Civil do Governo do Estado.
Localizado pelo celular, o Tesoureiro se recusou a divulgar o valor do débito com a Copel, a dívida total da prefeitura e a arrecadação mensal. ''Não estou autorizado a falar nada. Só com autorização do prefeito.'' Estivaneli afirmou que o retorno para Primeiro de Maio ainda não havia sido marcado. ''O diretor da Copel que queremos conversar está viajando, e vamos esperar. Enquanto não resolver isso não vamos voltar.''
No retorno ao município, outra pendência da prefeitura estará à espera do prefeito e do Tesoureiro. Ontem a Emater fez a prestação de contas de 2006 na Câmara Municipal e informou que a prefeitura não deposita o repasse mensal devido via convênio há um ano e meio. O débito já ultrapassou R$ 40 mil e está prejudicando a manutenção do escritório local da Emater - que atende aproximadamente 300 agricultores familiares do município.


