Primeiro ato em Ivaiporã foi demolir prédio da Câmara
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2001
Maurício Borges De Apucarana 
Um dos primeiros atos do prefeito de Ivaiporã (150 km ao Sul de Apucarana), Pedro Papin (PTB), foi ordenar a derrubada do prédio da Câmara de Vereadores. Vereador por dois mandatos, ele conhecia a precariedade do velho casarão de madeira, situado no mesmo terreno da Prefeitura, que serviu como sede do Legislativo durante mais de 30 anos. O prédio dará lugar a um jardim.
Papin lembrou que muitas vezes participou de sessões que foram prejudicadas por goteiras. Documentos da Câmara também já haviam sido danificados, devido à precariedade das instalações. Ainda antes de assumir o cargo, Papin negociou com a Superintendência Regional do Banco do Brasil, viabilizando um contrato de comodato com a instituição.
O Legislativo passará a ocupar o primeiro pavimento da agência do banco, que possui área disponível para plenário, público (100 lugares) e administração, além de gabinetes independentes para os nove vereadores. A partir de fevereiro, quando serão retomados os trabalhos do Legislativo, os vereadores e os cidadãos em geral passarão a dispor de um local asseado e adequado, garante o prefeito.
Com relação à situação financeira da Prefeitura, Papin revelou que, a partir de um relatório preliminar de um auditor, já foram constatados mais de R$ 500 mil em dívidas vencidas. Soma-se a esse valor, os R$ 197 mil de dívidas confessas de meu antecessor, assinalou, lembrando que no segundo dia de trabalho recebeu um oficial de justiça, cobrando uma dívida de R$ 277 mil e uma intimação de débitos para com o INSS. Só iremos conhecer o real quadro financeiro depois de concluída a auditoria.
Outra situação que preocupa é o estado de abandono e sucateamento total do maquinário. Máquinas, ônibus, ambulâncias e outros veículos estão sem condições de uso. Até o carro que servia ao gabinete, um Ômega, foi largado no pátio sem motor, revelou.
Por causa do sucateamento, há o risco de estradas ficarem intransitáveis durante alguns meses. Este quadro deve retardar o cumprimento de algumas de nossas principais metas, incluindo o atendimento da zona rural e distritos, além da criação de linhas gratuitas de transporte coletivo urbano.


