Indícios de irregularidades em gastos publicitários foram os primeiros fatos que desencadearam uma crise sem precedentes na história da UEL, culminado com o afastamento e depois exoneração por vontade própria do ex-reitor Jackson Proença Testa. As denúncias surgiram em maio deste ano, depois que o apresentador de TV Márcio Mello, de Maringá, prestou depoimento ao Ministério Público (MP) daquele município.

Mello acusou o ex-chefe de gabinete da reitoria Itaicy Mendonça de ter sido beneficiado com o superfaturamento de um contrato publicitário entre a UEL e a Rádio Nova Ingá. Em junho, o ex-vice-reitor Márcio Almeida deixou o cargo e fez denúncias contra a administração de Testa.

No início de agosto, uma comissão criada pelo Conselho Universitário apresentou o relatório apontando 16 indícios de irregularidades. Os conselheiros decidiram afastar Testa. O governador Jaime Lerner (PFL) determinou o afastamento do então reitor no dia 10 do mês passado. Alguns dias depois, Testa pediu exoneração. (L.R.)

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