A Assembléia Legislativa retoma hoje a primeira versão da CPI da Telefonia, cancelada pelo Tribunal de Justiça (TJ), por 90 dias, em 18 de junho. O presidente da comissão, deputado Tony Garcia (PPB), decidiu fazer novas intimações porque o prazo expirou e o TJ ainda não julgou o mérito da questão. O caso foi encaminhado à Procuradoria do Ministério Público, para receber parecer, e ainda não retornou aos desembargadores.
A Justiça entendeu que a Comissão Parlamentar de Inquérito teve vícios de origem na sua criação, além de ter desviado o objeto de investigações. Os deputados investigavam um suposto esquema de escutas ilegais no Palácio Iguaçu e irregularidades nas cobranças das contas telefônicas. O governo nega que tenha feito grampos.
Garcia pretende continuar as investigações sobre o caso. Os deputados também voltarão a apurar reclamações de usuários sobre cobranças indevidas por parte das operadoras. Dias após o cancelamento da versão original da comissão, a mesa executiva da Casa criou uma segunda CPI, focando as investigações em grampos que teriam sido feitos pelo Banco HSBC no Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e nas reclamações de usuários. O HSBC nega que tenha feito escutas ilegais.
A segunda Comissão Parlamenhtar de Inquérito também foi cancelada (no dia 1º de outubro), por 90 dias, sob a mesma alegação. As duas ações foram impetradas pela Telepar Brasil Telecom, que está sendo investigada pela CPI.
Os depoimentos de hoje começam às 9h30, no Plenarinho da Assembléia Legislativa. Foi intimado o presidente da operadora de telefonia fixa GVT, Márcio Kaiser. Foram convidados ainda a diretora da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Tereza Fiakoski, e o coronel da reserva Sérgio Malucelli.

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