Brasília - A decisão de vincular o aumento do salário mínimo ao crescimento médio real da economia terá um impacto de R$ 1 bilhão no orçamento da Previdência Social em 2005, segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega. Considerando também a correção referente à variação da inflação no período, esse valor dobrará e chegará a R$ 2 bilhões. Os cálculos feitos pelos técnicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão levaram em conta a projeção do governo de desenvolvimento da produção nacional, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), entre 3,5% e 4% este ano.
Se esse crescimento estimado se confirmar, haverá um incremento de 2,2% do PIB per capita em 2004, segundo os técnicos do ministério. Esse porcentual, somado à inflação acumulada este ano, é que servirá de base para o reajuste do mínimo, em maio. A vinculação do acréscimo do mínimo ao desenvolvimento econômico consta do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deverá ser aprovada hoje no Congresso.
No início da noite de ontem, Mantega afirmou que todos os entraves para votação do texto tinham sido removidos pela administração federal. ''Não vejo mais nenhum obstáculo, e tanto a LDO quanto o PPA (Plano Plurianual de Investimentos) podem ser votados'', afirmou. ''Os próprios parlamentares têm interesse; senão, eles não podem sair (em recesso)'', completou.
O Poder Executivo contava com a aprovação do projeto na semana passada, mas teve de adiar os planos por causa de uma manobra do deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ) que tornou inviável a apreciação (leia texto acima).

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