Previdência pode ter votação adiada
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de agosto de 2003
Agência Folha 
São Paulo O início da votação do segundo turno da reforma da Previdência, previsto para esta semana, pode ser adiado para 25 de agosto. O motivo: o prazo de cinco sessões entre os dois turnos exigência do regimento só termina na noite da próxima quinta-feira, dia que os governistas avaliam que é difícil conseguir quórum na Câmara.
Segundo o vice-líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP), o governo aguarda um quórum de segurança de cerca de 490 parlamentares em Plenário para iniciar a votação, o que na avaliação dele dificilmente seria alcançado em uma quinta-feira. São necessários 308 votos para ser aprovar a emenda.
O iminente adiamento foi ocasionado pelo cancelamento da sessão ordinária do plenário de sexta-feira por falta de quórum. Registraram presença na Casa 50 deputados, um a menos do que o necessário para se iniciar uma sessão.
Embora tenha dito que a base governista vai tentar de todas as formas votar o segundo turno na quinta, Luizinho afirmou que se a votação ficar para a semana seguinte, ainda estará dentro do cronograma estabelecido pelo governo. ''Estamos dentro do calendário que nós prometemos votar, que é o mês de agosto'', disse.
O petista admitiu que a ausência dos congressistas na última sessão foi uma falha da base. ''Não dá para deixar de reconhecer, nós cometemos um descuido. Teve partido que se comprometeu a mandar cinco deputados e mandou um; outro se comprometeu a mandar oito e mandou três. Fizemos as contas, estava tudo certo, mas os partidos não cumpriram com o que prometeram'', disse.
Questionado se o próprio PT colaborou para a falta de quórum na Câmara, Luizinho disse que o partido se comprometeu a deixar 20 deputados em Brasília. A legenda conseguiu reunir 21 dos seus 93 deputados.


