O governo conta com o ‘fator emoção’’ para acabar com a paralisia da reforma da Previdência e votar, na quarta-feira, os pontos ainda pendentes na Câmara. ‘‘Abalo mais motivação é igual a votação’’, disse o líder do PFL no Senado, Hugo Napoleão (PI), revelando a expectativa dos governistas em relação aos efeitos políticos da comoção provocada pela morte do ministro Sérgio Motta (Comunicações) e do líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA).
Na agenda política da semana, a terça-feira será oficialmente dedicada à memória dos dois principais articuladores das votações de interesse do governo no Congresso. Às 9 horas, o presidente Fernando Henrique Cardoso e a cúpula governista assistirão à missa do 7º dia de Luís Eduardo, na catedral de Brasília. No final da tarde será a vez da missa em homenagem a Motta.
Entre um evento e outro, às 10h30, FHC reunirá ministros e parlamentares no Palácio do Planalto. A reunião também servirá para homenagear Motta e Luís Eduardo, mas será marcada, principalmente, pelo esforço de FHC de rearticular a coordenação política do governo e retomar a votação das reformas. ‘‘Será uma reunião emotiva’’, disse o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), um dos integrantes do grupo de parlamentares mais próximos de Luís Eduardo. Enquanto ACM se recupera do abalo provocado pela morte do filho, FHC discute o assunto com outros interlocutores pefelistas. Ontem ele recebeu o vice-presidente Marco Maciel e o presidente do partido, Jorge Bornhausen.

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