O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem em Londrina que o Paraná acabou ficando sem ministério porque foi lento nas negociações. A substituição de Reinhold Stephanes (PFL-PR) por Waldeck Ornelas (PFL-BA), segundo Lerner, foi um episódio político que não representa a diminuição do poder do Paraná. O governador disse que na última hora falou com o presidente Fernando Henrique Cardoso para a manutenção de Reinhold Stephanes (PFL) no Ministério da Previdência, ‘‘mas a situação já estava definida’’, com a indicação de Ornelas.
Segundo o governador, a bancada do partido no Paraná acabou se dividindo em torno das indicações e, quando se decidiu pela manutenção de Stephanes, já era tarde. ‘‘Se houvesse uma definição antes, não perderíamos o ministério’’, garantiu Lerner. O Paraná chegou a indicar para a vaga de Stephanes o secretário especial de Previdência do Estado, Renato Follador, e José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, presidente estadual do PFL e presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
O presidente nacional do PTB, senador José Eduardo Vieira, criticou, em Brasília, a postura adotada pelo governo estadual na condução das negociações. ‘‘A perda do ministério se deve à inabilidade política do governador’’, disse. Para José Eduardo, a inclinação de Lerner para Follador Junior foi um erro. ‘‘Era um nome absolutamente desconhecido, até mesmo no Paranᒒ, considerou.(Colaborou Leandro Donatti)

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