Previdência: líderes estudam estratégia para a votação
Os líderes dos partidos aliados do governo reúnem-se na terça-feira, em Brasília, para traçar a estratégia de retomada da votação dos destaques à reforma da Previdência. O maior desafio do governo é derrubar dois destaques da oposição para retirar do texto pontos essenciais da reforma, como a idade mínima para aposentadoria e o redutor de até 30% nas aposentadorias de servidores que ganham mais de 1.200 reais.
São os dois mais difíceis, admitiu o relator da emenda na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Em cada um dos nove destaques para votação em separado (DVS), o governo precisa conseguir 308 votos para manter o texto como está.
A idéia é começar a votar os destaques na quarta-feira; falta selecionar apenas quais vão entrar primeiro, afirmou Madeira. A reunião da terça-feira é para acertar este procedimento. A reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno em janeiro, durante a convocação extraordinária. Agora, falta votar os destaques e as 38 emendas aglutinativas apresentadas pela oposição, antes da votação em segundo turno na Câmara. Se o governo não conseguir manter inalterado o texto aprovados pelos senadores, a reforma terá de voltar ao Senado, frustrando a expectativa governista de promulgar a emenda até abril. As emendas aglutinativas (que só podem ser apresentadas por líderes de bancadas) não preocupam os aliados porque todas foram apresentadas pela oposição, a quem cabe o ônus de conseguir os três quintos de votos.
Dos nove destaques a serem votados, somente seis podem representar risco para o governo. Dos destaques, dois foram apresentados pelo PFL e ainda podem ser retirados. Um dos DVSs quer retirar do texto a exigência para celetistas da idade mínima de 53 anos (homens) e 48 (mulheres) para quem se encaixar na transição. O segundo trata de acidentes de trabalho. Há um destaque do PL para manter a aposentadoria especial dos magistrados: o governo acredita que contará com os votos da oposição para derrubar este DVS.





