Previdência atinge a todos, diz Lerner
O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), disse ontem durante a reunião dos governadores em Brasília que o déficit previdenciário - avaliado em R$ 13 bilhões pelo Ministério da Previdência - é um problema que atinge a todos os Estados e que o seu equacionamento é fundamental na contenção da crise.
Foi a primeira vez que Lerner falou sobre o tema para um bloco de governadores. Os contatos mantidos até então pelo governador eram individuais. Lerner teve uma audiência com Anthony Garotinho, do Rio, e uma rápida conversa com Esperidião Amin, de Santa Catarina. Lerner gostou da receptividade de FHC.
O presidente falou com franqueza sobre os problemas nacionais e ouviu todos eles respeitosamente, disse Lerner, via Palácio Iguaçu. Cada Estado tem seus problemas específicos, mas a questão da previdência atinge a todos, de forma igual. Portanto, a solução apontada beneficia a todos eles, emendou ele.
O que mais causou entusiasmo em Lerner foi a manifestação de Pimenta da Veiga, o articulador político de FHC. Segundo relato da assessoria de Lerner em Curitiba, Veiga disse que o governo federal poderá antecipar a liberação de recursos aos Estados, através do BNDES, para dar suporte à capitalização dos fundos.
O Paraná pleiteia desde o final do ano passado um empréstimo-ponto junto ao BNDES. Em troca de R$ 1,2 bilhão, o governo entrega como garantia ações da Copel. Na apresentação do modelo previdenciário paranaense, Lerner ressaltou que os fundos a serem criados e implantados pelo governos não devem ser meramente contábeis, para não se correr o risco da idéia ser revista a cada troca de governo.
A Paranaprevidência - que é uma paraestatal - está em vigor desde o último dia 15, por lei aprovada pelos deputados estaduais. Lerner explicou que os inativos também contribuem, e ressalvou que o modelo paranaense isentará os aposentados e pensionistas com mais de 70 anos que estejam inválidos ou que recebam mensalmente até R$ 300,00.Divulgação/Agência EstadoNo PlanaltoLerner e Zeca do PT (ao fundo, FHC e Malan): boa receptividade na reuniãoLeandro Donatti





