O Senado será o centro das atenções políticas nesta semana, com os debates sobre a reforma da Previdência, a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), a nova legislação eleitoral e a polêmica emenda constitucional que acaba com o segundo turno nas eleições de governador e prefeito. A proposta de emenda foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada e enfrenta forte oposição de alguns senadores do PSDB, embora facilite a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso.
A emenda reduz para 45% o número de votos necessários para a eleição presidencial em primeiro turno - ou apenas 40%, caso o segundo tenha dez pontos percentuais a menos que o primeiro. ‘‘Eu não concordo com isso, é um casuísmo inadmissível’’, disse o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF). O senador José Serra (PSDB-SP) vai divulgar um manifesto contra a emenda e espera obter o aval da direção nacional de seu partido.
Na discussão sobre a nova lei eleitoral, a iniciativa está com o PMDB, que pretende radicalizar o projeto aprovado na Câmara. O projeto destina R$ 420 milhões ao Fundo Partidário, ponto que o presidente já anunciou que vetará.

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