Arquivo FolhaA amadaMarta Suplicy: lançada por Lula, amada pela direção e promessa de não rever privatização das estataisO PT de São Paulo deve escolher hoje, em prévia, a deputada federal Marta Suplicy como candidata do partido ao governo estadual. Na disputa contra o deputado estadual Renato Simões, 36, estão presentes duas concepções diferentes sobre como governar. ‘‘Eu não faria essas privatizações, mas não vou anulá-las ou tentar reavê-las’’, diz Marta Suplicy sobre as empresas estatais que o governador Mário Covas (PSDB) transferiu para a iniciativa privada.
Simões, da ‘‘esquerda’’ do PT, é a favor da revisão das privatizações. ‘‘O que não foi privatizado terá o processo rompido. Eu não vou privatizar mais nada’’, acrescenta Marta, que tem sua candidatura bancada pelas correntes mais moderadas da legenda depois de lançada por Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão é que a deputada, que tem o aval das principais estrelas do PT, obtenha vitória folgada.
Em entrevista à Agência Folha em sua casa no Jardim Europa, na manhã da última sexta-feira, Marta afirmou que sua candidatura será uma nova tentativa de mudar a imagem do PT. ‘‘Uma candidatura de uma mulher, que vem de uma classe média e não tem uma militância de diretório significa uma mudança total, uma abertura muito grande do PT’’, diz.
Essa mudança, acredita Marta, está causando o ‘‘maior encantamento’’ no partido. ‘‘As pessoas estão gostando, achando superdiferente ter uma candidata’’, completa. Apesar de apostar na mudança na imagem do partido, Marta não quer comparar a estratégia de sua campanha à de Luiza Erundina, em 1996, que criou o ‘‘PT que diz sim’’. Para ela, ‘‘quando a tentativa é falsa, não gruda’’.
Confiante na vitória na prévia de hoje, Marta já marcou a festa de lançamento de sua campanha para segunda em uma boate na zona leste da capital. Além do evento político, ela terá outro motivo para comemorar: seu aniversário de 53 anos. Marta entra na campanha acreditando que tem chances de bater Covas, Maluf e Rossi nas urnas e ainda mudar a face do PT: ‘‘Agora, não vai ter barba’’.
TucanosA pré-convenção do PSDB do Rio Grande do Sul, prevista para terminar no final da tarde de ontem, motivou a publicação de um ‘‘a pedido’’ nos jornais de Porto Alegre por parte da Executiva nacional do partido, contra o lançamento de candidatura própria. O vice-governador do Estado, Vicente Bogo, que é tucano, submeteria à pré-convenção seu desejo de ser o candidato do partido ao governo. Caso os delegados respaldassem a idéia, o PSDB deixaria de apoiar o governador Antônio Britto (PMDB), que deve concorrer à reeleição. Na publicação, a Executiva nacional do PSDB diz ‘‘não ser oportuno lançar candidatura própria ou mesmo liderar outra coligação que não a que se alinhou em torno do governador’’. Bogo tem dito que nove partidos nanicos o procuraram interessados em aliança.

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