Previ pode ter mais verba da Copel
Previ pode ter mais verba da Copel
Arquivo FolhaSOLUÇÃOGionédis: Temos margem de 30% para compensar o prejuízo de R$ 12 milhões ao mês, caso a decisão do STF se estenda ao PRO governo do Estado já sabe como compensar os reflexos financeiros da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que pôs fim à cobrança previdenciária de aposentados e pensionistas e às alíquotas progressivas. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, disse ontem que a equipe econômica estuda a possibilidade de aumentar a participação da Copel na capitalização da ParanaPrevidência.
De acordo com o plano de ajuste fiscal anunciado pelo governador Jaime Lerner (PFL) em novembro do ano passado, 70% do valor arrecadado com a privatização da Copel está reservado para o fundo previdenciário. Podemos aumentar esse percentual. Temos uma margem de 30% para compensar o prejuízo de R$ 12 milhões ao mês, caso a decisão do Supremo se estenda também para o Paraná, avaliou Gionédis.
A capitalização da ParanaPrevidência está vinculada ainda à antecipação dos royalties de Itaipu, e venda de parte do patrimônio imobiliário do governo. Levantamento do secretário especial para Assuntos da Previdência, Renato Follador Junior, dá conta que a decisão do Supremo, se confirmada também para o Paraná no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelo PT, representa redução média de 40% do bolo mensal de contribuições, orçado em R$ 25 milhões.
Giovani Gionédis disse que outra alternativa analisada pela equipe econômica do governo Lerner é um novo pacote com cortes de despesas. O secretário da Fazenda não quis adiantar os alvos do governo, mas deu a entender que as ações do Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal (Crafe) podem se intensificar. O Crafe foi criado no ano passado para cortar R$ 35 milhões ao mês de despesas. Mas até hoje conseguiu atingir somente metade da meta.
O secretário não acredita que o corte orçamentário de R$ 1,2 bilhão anunciado anteontem pelo governo federal vá trazer perdas diretas às finanças do Estado. Nunca tivemos verbas federais a fundo perdido, observou. Gionédis disse ainda que não há clima no Paraná para o governo propor aumento de impostos, como fez FHC. O que podemos fazer para enfrentar o impacto da decisão do Supremo é enxugar despesas ou criar novas fontes de recursos. (L.D.)





