Segundo as investigações, em determinado momento do processo de privatização, a Previ estaria insatisfeita com as condições colocadas pelo Opportunity, que só estaria interessado nos seus recursos. Mas o problema foi contornado, e o fundo de pensão do BB acabou confirmando sua parceria com o Opportunity. Este consórcio perdeu a disputa da Tele Norte Leste para o Telemar. Mesmo assim, a Previ conseguiu entrar na holding após o leilão, comprando ações dos vencedores. E também cravou outro pé na Tele Centro Sul, comprada pelo consórcio Opportunity/Telecom Italia.
A auditoria do BB investiga a responsabilidade de Bilachi nos empréstimos de R$ 99 milhões concedidos à construtora Encol quando ele era gerente de uma agência do banco em Brasília. Depois, como superintendente do BB no Distrito Federal, ele teria trabalhado para rolar as dívidas da construtora - apesar de a Encol ter apresentado garantias insuficientes para a operação.
A pressão do Conselho Deliberativo da Previ começou nesta semana, quando quatro dos sete conselheiros solicitaram o afastamento de Bilachi da presidência da Previ. Apesar de não terem reclamações contra ele em relação à sua gestão como presidente da Previ, os conselheiros (que foram eleitos pelos associados da Previ) avaliaram que sua permanência seria ‘‘politicamente prejudicial’’ para o fundo.
Os outros três conselheiros (indicados pela direção do BB) e o próprio Bilachi resistiram à pressão. A discussão final ocorreu anteontem, sem a presença de Bilachi, em uma reunião que durou quase doze horas na diretoria do BB. A ‘‘Folha de S.Paulo’’ apurou que os conselheiros da Previ indicados pelo BB sugeriram a renúncia coletiva de todo o Conselho Deliberativo e de toda a diretoria do fundo, alegando que a gestão estaria ‘‘comprometida’’. Os conselheiros eleitos rechaçaram a idéia e disseram que a Previ estava sendo prejudicada pela permanência de Bilachi no cargo. O banco ainda sugeriu que a auditoria em torno de Bilachi fosse acelerada e pediu um prazo de duas semanas para concluir as apurações, mas o tempo foi considerado longo demais.
O presidente do BB, Paulo César Ximenes, reuniu-se com os conselheiros indicados e optou por retirar Bilachi do cargo. João Bôsco Madeiro, ex-chefe de gabinete de Ricardo Sérgio de Oliveira no BB, também foi incluído na decisão de Ximenes - que foi submetida ao Palácio do Planalto e aprovada. (A.F.)

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