Prestações de contas ficam fora da realidade
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de outubro de 2001
De Brasília 
Longe da realidade, as prestações de contas dos candidatos a presidente costumam exibir cifras bem modestas. Nos documentos do TSE, candidatos não têm gastos com lanches e refeições, não desembolsam nenhum centavo para montagem de palanques para comícios e são capazes de gastar apenas R$ 200 com manutenção de veículos durante todos os meses de campanha.
Em se tratando de propaganda, pesquisas e produções audiovisuais, a disparidade em relação aos valores que circulam de boca a boca no mundo do marketing político é enorme. As despesas dos candidatos a presidente em 1998 estão muito longe dos quase R$ 20 milhões gastos numa corrida presidencial, conforme declararam profissionais do marketing à reportagem.
O presidente Fernando Henrique (PSDB), por exemplo, gastou R$ 7,4 milhões no item propaganda e publicidade e R$ 1,3 milhão com pesquisas e testes eleitorais. Segundo sua prestação de contas, mais R$ 2,5 milhões foram utilizados para produções audiovisuais, totalizando R$ 11,2 milhões.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atestou gastos totais de R$ 2 milhões. Destes, R$ 1,2 milhão foram investidos em propaganda, R$ 104 mil em pesquisas eleitorais e R$ 778 mil e produções audiovisuais. Já Ciro Gomes (PPS) divulgou gastos de R$ 121 mil em propaganda, R$ 500 mil em produções audiovisuais e nenhum centavo com pesquisas. (U. P.)


