A primeira prestação de contas quadrimestral da Prefeitura de Londrina, divulgada ontem de manhã, revela que os quatro meses de gestão interina no Executivo, em 2009, apresentaram aumento de R$ 10 milhões na arrecadação, na comparação com o mesmo período de 2008. Por outro lado, foi registrado um aumento de despesa de cerca de R$ 17 milhões. Os números de janeiro a abril foram expostos em audiência pública na Câmara de Vereadores de Londrina e se referem aos meses de governo do agora presidente do Legislativo, José Roque Neto (PTB), que cedeu, em 1º de maio, o posto ao prefeito eleito em 29 de março, Barbosa Neto (PDT).
A prestação foi conduzida pelo controlador-geral do Município, Mílson Ciríaco Dias, e pelo secretário municipal de Fazenda, Denílson Vieira Novaes, acompanhados de técnicos das duas pastas.
De acordo com o secretário de Fazenda, o índice de gastos com pessoal, 49,17%, ficou abaixo do que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) - 51,3% da Receita Corrente Líquida (RCL), no limite prudencial, ou 54%, teto permitido.
''Todos os empenhos estão dentro da LRF, e a receita cresceu não só pelo reajuste do IPTU, por exemplo (a correção ficou em 6,1%), mas também porque mais gente - 8% a mais que em 2009 - nos procurou para pagamento dos impostos'', definiu.
Indagado sobre o aumento de despesas, Novaes explicou que o principal fator foi uma dívida da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), que, renegociada pela gestão Nedson Micheleti (PT), teve de começar a ser paga este ano. O impacto, de R$ 20 milhões ao ano, abocanha cerca de R$ 1,6 milhão do orçamento mensal do Município. ''Nosso objetivo é o equilíbrio das contas, mas a economia pretendida só vai aparecer a partir do próximo quadrimestre, ainda que, com a reposição (paga este mês) de 2,9% ao funcionalismo, aumente, com certeza, o índice de gastos com pessoal'', admitiu o secretário.

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