Um le­van­ta­men­to fei­to pe­la FO­LHA nas pres­ta­ções de con­tas dos par­ti­dos po­lí­ti­cos do Pa­ra­ná mos­tra que pa­ra o PT e pa­ra o ­PMDB os úl­ti­mos se­te ­anos fo­ram de es­pe­cial abun­dân­cia. En­tre os qua­tro maio­res par­ti­dos do Es­ta­do (em nú­me­ro de de­pu­ta­dos fe­de­rais elei­tos), pe­tis­tas e pe­me­de­bis­tas fo­ram os que ­mais am­plia­ram ­suas re­cei­tas. No PT, a ar­re­ca­da­ção au­men­tou 375,36%. Já o ­PMDB cres­ceu 313,93%. A FO­LHA con­sul­tou to­das as pres­ta­ções de con­tas apre­sen­ta­das pe­los di­re­tó­rios es­ta­duais do ­PMDB, PT, ­PSDB e DEM de 2002 a 2008 ao Tri­bu­nal Re­gio­nal Elei­to­ral (TRE). Os da­dos mos­tram quan­to ca­da par­ti­do ar­re­ca­dou por ano, de ­quais fon­tes de re­cur­sos e que des­ti­no deu ao di­nhei­ro. O cres­ci­men­to da re­cei­ta dos par­ti­dos é re­sul­ta­do de uma com­bi­na­ção de fa­to­res. PT e ­PMDB au­men­ta­ram ­suas ban­ca­das na Câ­ma­ra Fe­de­ral, ­além de am­pliar a par­ti­ci­pa­ção de ­suas li­de­ran­ças em car­gos no go­ver­no fe­de­ral e es­ta­dual, no par­la­men­to e nas pre­fei­tu­ras. O ­PMDB, que ho­je é a ­maior ban­ca­da da Câ­ma­ra, ocu­pa­va ape­nas a ter­cei­ra co­lo­ca­ção na le­gis­la­tu­ra que to­mou pos­se em 1998. Já o PT ­saiu do quar­to lu­gar pa­ra a ter a se­gun­da ­maior ban­ca­da do Con­gres­so. En­quan­to is­so DEM e ­PSDB dei­xa­ram, res­pec­ti­va­men­te, a pri­mei­ra e a se­gun­da co­lo­ca­ção pa­ra fi­car em ter­cei­ro (tu­ca­nos) e quar­to lu­gar (De­mo­cra­tas). ‘‘Es­tar no po­der cer­ta­men­te é um fa­tor im­por­tan­te pa­ra o au­men­to da ­receita’’, ex­pli­ca o cien­tis­ta po­lí­ti­co Fa­brí­cio To­mio, pro­fes­sor de Di­rei­to Pú­bli­co da Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral do Pa­ra­ná (­UFPR).
  Mas nem só o au­men­to nos re­pas­ses do fun­do par­ti­dá­rio ex­pli­ca o cres­ci­men­to das re­cei­tas dos par­ti­dos. A pes­qui­sa mos­trou que o PT pa­ra­naen­se te­ve re­cei­ta de R$ 461 mil em 2002, ano da elei­ção do pre­si­den­te ­Luiz Iná­cio Lu­la da Sil­va. No ano se­guin­te o par­ti­do já viu sua re­cei­ta au­men­tar em 52,44%. No PT, os re­pas­ses do fun­do cres­ce­ram 183% de 2002 a 2008.


● É com base no número de cadeiras ocupadas pela legenda na Câmara que se faz o cálculo da participação dos partidos no fundo partidário, principal fonte de recursos dos diretórios

● Outra fonte de recursos que aumentou entre as receitas do PT-PR foram as doações de empresas. Em 2008 foi arrecadado R$ 1,43 milhão, um valor 472% maior que o obtido em 2002

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