Pressões e ameaças de dissidências são cada vez mais fortes
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sábado, 19 de maio de 2001
De Brasília 
Na base política, o governo está preocupado com todos os partidos. As pressões e ameaças de dissidências tornaram-se cada vez mais frequentes. A atual convivência entre os partidos deverá prejudicar o futuro da aliança, adverte o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). Na semana passada, o pefelista chegou a cobrar um recuo dos aliados tucanos e peemedebistas que ameaçaram tomar posições partidárias em favor da cassação de ACM e Arruda. Se não tivesse ocorrido uma interferência, seria o fim da aliança, observou um ministro pefelista. Bornhausen chegou a falar pessoalmente sobre o assunto com Fernando Henrique.
Mas o PFL não é o único foco de preocupação. No Palácio do Planalto, a aproximação do PTB da candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes (PPS) é vista com cautela. Até porque, explica um assessor palaciano, o tempo de televisão e a estrutura partidária do PTB dariam a Ciro as condições necessárias para ele estruturar sua campanha.
O governo também olha com atenção os recentes ataques que está recebendo do PPB de São Paulo, principalmente do ex-prefeito Paulo Maluf e do deputado Delfim Netto.
Outra ação do presidente Fernando Henrique é para evitar o afastamento do PMDB. Nos últimos dias, o Planalto ficou alerta com as manifestações dos oposicionistas do partido e com o fortalecimento da candidatura presidencial do governador mineiro Itamar Franco, principalmente depois que o senador Maguito Vilela (PMDB-GO) substituiu o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) na presidência do partido. O quadro está muito confuso, reconhece o líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel Vieira Lima (BA). Tudo vai depender dos acontecimentos até o início do próximo ano, analisa. (A.E.)


