O vereador Itacir Gonzatto (PPS), de Cascavel, foi pressionado por seu partido a exonerar a esposa, Suzana Amália Ramos Teixeira, que havia sido nomeada assessora parlamentar. A princípio, o partido não tinha conhecimento do parentesco entre os dois, pois na nomeação dela não consta o sobrenome do marido. Assim que soube do caso, o presidente do partido, Vilson Oliveira, convocou uma reunião, que aconteceu anteontem à noite.
Oliveira ressaltou que o PPS é intransigente no que se refere ao nepotismo. ‘‘Somos totalmente contra esta prática, não só na Câmara, mas em toda a administração pública. É uma posição do partido em todo País’’, afirmou. Ele disse que o vereador cometeu uma falha, mas que tudo seria resolvido. Para ele, a atitude do partido deveria servir de exemplo para outros vereadores. ‘‘Esperamos que todos tenham a coragem de corrigir os equívocos’’, ressaltou.
Gonzatto, que é o primeiro secretário da Câmara, confirmou através de nota oficial, divulgada pela assessoria de imprensa da Câmara, que estava atendendo a um pedido do seu partido ao exonerar sua mulher. ‘‘Mas vou colocar outra pessoa de minha irrestrita confiança para substituir a Suzana, sem ceder a qualquer tipo de pressão’’, declara.
Diz a nota oficial que ‘‘Suzana, braço direito do então candidato a vereador na campanha eleitoral do ano passado, é esposa de Itacir. Ela vinha integrando a assessoria do legislador desde o dia 3 de fevereiro, com um salário mensal de R$ 2,8 mil’’.
O presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Atair Gomes da Silva, reconheceu que o nepotismo é um problema dentro do Legislativo. Para ele, a indicação de assessores é uma prerrogativa única de cada vereador. ‘‘A mesa não pode impedir. Não há lei que determine isto. Cabe a mesa apenas efetivar e pagar’’, justifica o presidente. Pelos menos outros três vereadores empregaram parentes no Legislativo.

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