Pressionado, líder governista adia votação do diesel
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quinta-feira, 14 de março de 2013
José Lazaro Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - Saiu da pauta de ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná o projeto que barateia o transporte coletivo das regiões metropolitanas. Colocado às pressas para votação apenas um dia após ter chegado na AL do governo Beto Richa (PSDB), a proposta que isenta de ICMS o diesel usado nos ônibus foi questionada por deputados estaduais do interior do Estado, pois só beneficiaria Curitiba.
O impasse fez com que o líder de Beto na AL, Ademar Traiano (PSDB), cancelasse a comissão geral e as sessões extraordinárias agendadas para ontem. ''Terça-feira que vem ele será analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vindo ao plenário na outra semana'', explicou o tucano. ''Não se trata do Palácio Iguaçu, é uma decisão do líder do governo. A responsabilidade é minha e vamos dar o rito normal, a pedido dos deputados estaduais'', assumiu Traiano.
O líder do governo admitiu que o pleito de Londrina foi um dos motivos do recuo, pois ontem pela manhã o deputado estadual Tercílio Turini (PPS) descreveu para ele a situação ''especial'' vivida pela cidade. Londrina não tem integração com as cidades da Região Metropolitana, mas tem um sistema de tarifa única que interliga as áreas urbana e rural, incluindo os oito distritos circunscritos ao município. ''Do jeito que está, Londrina poderia não ser contemplada apesar dos ônibus ligarem distâncias de até 70 km. Os distritos estão integrados, mas não as outras cidades'', explicou Turini.
''Elaboramos uma emenda que contempla a realidade de Londrina. Ela ainda não foi protocolada, mas já está pronta para ser apresentada'', afirmou Turini. A isenção do ICMS no diesel significaria uma redução de quase R$ 0,06 na tarifa técnica do município (R$ 2,55). Os londrinenses que utilizam o sistema hoje pagam dez centavos a menos por passagem, desembolsando R$ 2,45 para utilizar os ônibus. A diferença é subsidiada pela própria prefeitura. ''É bom que o líder do governo tenha entendido a nossa preocupação'', disse Turini.
Traiano disse que eventuais emendas poderão ser apresentadas quando a matéria for colocada em segunda votação, nos próximos quinze dias. ''Eu vou analisar e, se não ferir o interesse público, posso até acatá-las'', adiantou o tucano. Traiano confessou que não ''acredita'' na apresentação de emendas ao projeto, apesar dos apelos de Turini (PPS) e de Edgar Bueno (PDT), interessado em incluir Cascavel no rol de municípios aptos a receberem o benefício.
''Londrina tem uma situação peculiar, bem específica'', reconheceu o líder do governo, sem se comprometer com o município. ''Só que para gozar da isenção os prefeitos teriam que fazer a integração do transporte'', frisou Traiano, dizendo que apesar de Maringá e Foz do Iguaçu terem sido usadas como exemplo pelo governo do Paraná, até essas cidades estariam fora das exigências do projeto enviado para a Assembleia Legislativa.


