A pressão tucana para excluir o PMDB da base aliada acabou agravando ainda mais a frágil aliança de sustentação ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. A notícia deverá influir numa posição consensual do partido pelo afastamento do governo na reunião que o PMDB promove hoje à tarde, em Brasília, com os 27 presidentes dos diretórios regionais. Mas a decisão final da legenda só deverá sair na Convenção Nacional, que acontece em setembro.
‘‘Essa posição do PSDB acabou precipitando uma reação do partido, que já discutia o afastamento do governo’’, disse o presidente da PMDB, senador Maguito Vilela (GO). ‘‘Estou aplaudindo a posição tucana: o que nós mais queremos é deixar o PSDB e a aliança’’, reforçou Maguito, numa referência às declarações feitas pelo governador Tasso Jereissati publicadas no fim de semana.
Ao ‘‘Estado’’, Tasso afirmou que ‘‘estava na hora do presidente reestudar a aliança’’ e de que é preciso ficar apenas com quem está seriamente comprometido com o governo. A mesma posição foi compartilhada pelo presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP) e por outras lideranças.
O movimento tucano para afastar o PMDB da aliança acabou provocando reações nos governistas. ‘‘Pelo jeito, o Tasso e os tucanos não querem excluir o PMDB da aliança, mas sim da sustentação congressual ao presidente FHC’’, disparou o líder do governo no Senado, Renan Calheiros (AL). O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), preferiu ignorar os tucanos. ‘‘Até o momento, ninguém do PSDB falou comigo.’’

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