Pressão tucana pode antecipar rompimento do PMDB
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segunda-feira, 18 de junho de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
A pressão tucana para excluir o PMDB da base aliada acabou agravando ainda mais a frágil aliança de sustentação ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. A notícia deverá influir numa posição consensual do partido pelo afastamento do governo na reunião que o PMDB promove hoje à tarde, em Brasília, com os 27 presidentes dos diretórios regionais. Mas a decisão final da legenda só deverá sair na Convenção Nacional, que acontece em setembro.
Essa posição do PSDB acabou precipitando uma reação do partido, que já discutia o afastamento do governo, disse o presidente da PMDB, senador Maguito Vilela (GO). Estou aplaudindo a posição tucana: o que nós mais queremos é deixar o PSDB e a aliança, reforçou Maguito, numa referência às declarações feitas pelo governador Tasso Jereissati publicadas no fim de semana.
Ao Estado, Tasso afirmou que estava na hora do presidente reestudar a aliança e de que é preciso ficar apenas com quem está seriamente comprometido com o governo. A mesma posição foi compartilhada pelo presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP) e por outras lideranças.
O movimento tucano para afastar o PMDB da aliança acabou provocando reações nos governistas. Pelo jeito, o Tasso e os tucanos não querem excluir o PMDB da aliança, mas sim da sustentação congressual ao presidente FHC, disparou o líder do governo no Senado, Renan Calheiros (AL). O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), preferiu ignorar os tucanos. Até o momento, ninguém do PSDB falou comigo.


