Arquivo FolhaLuiz Eduardo: expectativaO líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), disse ontem que a votação da proposta de emenda constitucional que prorroga - por dois anos e meio - a vigência do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), foi adiada porque o governo enfrentava problemas com a resistência dos prefeitos, especialmente do Sul do País, aos termos em que a proposta está colocada. Ele disse que não está fechado ainda acordo para que se aumente para 80% a compensação a ser repassada aos municípios pelas perdas com a prorrogação do FEF, mas acredita que a proposta, que significaria um repasse adicional de R$ 350 milhões nos dois anos e meio, seria um bom negócio para o governo porque poderia evitar o risco de derrota na votação da emenda.
Oliveira disse ainda que levará a proposta ao líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA). O deputado Ney Lopes (PFL-RN), avaliou que pesou na decisão do adiamento a margem apertada que o governo teve ontem, na votação da quebra da estabilidade do servidor, com apenas um voto a mais que o necessário. Ele lembrou que a aprovação da emenda do FEF perto de uma eleição é mais difícil, mas ponderou que, por outro lado, os prefeitos estão temerosos de que, sem a aprovação da prorrogação do FEF, possam perder repasses federais e convênios.

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