Pressão de professores abre negociação
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terça-feira, 23 de março de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Preocupado com o desgaste que pode sofrer por conta do impasse com os professores, o Palácio Iguaçu abriu ontem à tarde novo canal de negociações com a APP-Sindicato, entidade que representa os 78 mil professores da ativa e 31 mil aposentados. O secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, recebeu a direção da APP e os deputados da Comissão de Educação da Assembléia. Pela manhã, os professores protestaram e paralisaram as aulas. A categoria quer derrubar o veto do governador Roberto Requião (PMDB) que impede o pagamento retroativo a fevereiro do reajuste previsto no Plano de Cargos e Salários, aprovado no início deste ano.
Os professores pediram que o Estado não retire o abono de R$ 50 (que será retirado a partir da implantação do plano) e não desconte o dia de paralisação. Quintana vai levar as reivindicações ao governador na manhã de hoje, durante reunião na Granja do Canguiri, a residência oficial do governador na Região Metropolitana de Curitiba. O presidente da Comissão de Educação, deputado Tadeu Veneri (PT), disse que o importante é manter um canal de negociação, na tentativa de resolver o impasse.
O veto do governador ainda não foi analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), trâmite necessário antes de ir a plenário. Não houve quórum para a reunião de ontem da CCJ. Segundo o professor José Lemos, presidente da APP, os professores vão perder o equivalente a um mês de salário com o veto ao pagamento retroativo. ''Queremos diálogo e não briga'', disse Lemos.
Sábado, a APP-Sindicato realiza assembléia estadual, em Londrina, para definir os próximos passos da mobilização da categoria.


