Pressão da Câmara divide convenção dos tucanos hoje
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
Christiane Samarco Agência EstadoDe Brasília 
Os dirigentes do PSDB abrem a convenção nacional do partido hoje, em Brasília, divididos. O objetivo do encontro dos tucanos de todo o País é a eleição do sucessor do senador Teotônio Vilela Filho na presidência da legenda, e tanto a cúpula quanto as bases partidárias não se opõem a votar no deputado José Aníbal (PSDB-SP), o candidato único que deixou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo para comandar a sigla. O motivo do racha é a pressão da bancada da Câmara, que insiste em votar uma moção em favor da cassação de ACM e Arruda.
A executiva reuniu-se ontem para tentar evitar que o caso da fraude no painel de votação do Senado entre na agenda da convenção. Mas os dirigentes admitiam pouca chance de êxito na articulação. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) havia deixado pronta a proposta que insiste em apresentar amanhã aos convencionais da agremiação. Uma tragédia que, segundo um importante dirigente tucano, pode custar caro ao governo e ao presidente Fernando Henrique Cardoso.
Hauly está convencido de que a manifestação em favor da pena máxima a ACM a uma semana do julgamento do líder baiano no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado pode tornar viável, mais uma vez, a CPI para investigar corrupção que o governo desmontou.


