Jerusalém – Yasser Arafat, declarado politicamente morto pelo presidente americano, George W. Bush, é um dirigente firme e obstinado, símbolo do nacionalismo palestino há mais de quatro décadas. O dirigente, que completará 73 anos de idade em agosto, atravessa uma das provas mais difíceis de sua carreira desde que Ariel Sharon assumiu o poder em Israel, em março de 2001.
Arafat mostrou em toda a vida uma capacidade fora do comum para sair das situações mais críticas. Apesar dos obstáculos geográficos, desde 1994 tem exercido na Cisjordânia e na Faixa de Gaza um poder quase absoluto, sob o vigilante olhar de Israel. Arafat, cujo verdadeiro nome é Mohammad Abdel Raouf Arafat al-Qoudwa al-Husseini, nasceu em agosto de 1929 no Cairo. Aos 17 anos, uniu-se a grupos palestinos armados que lutavam contra a criação de um Estado judeu e participou dos combates de 1947 e 1948 entre judeus e árabes, e depois da guerra de 1948 consecutiva à criação do Estado de Israel.
Marcado pela vitória israelense, Arafat voltou à universidade do Cairo, onde estudou engenharia civil e se integrou ainda mais aos grupos políticos palestinos. Em 1959, partiu para o Kuweit, onde criou o movimento Fatah, para lutar contra Israel.
Em fevereiro de 1969, foi eleito presidente do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Sua odisséia o levou à Tunísia, depois de ter sido expulso pela primera vez da Jordânia.
Depois de renunciar à opção militar e lançar a primera Intifada, a rebelião palestina, em 1987, Arafat optou por negociações com Israel. Em dezembro de 1988, denunciou publicamente o terrorismo, pouco tempo depois de a OLP ter reconhecido o direito de Israel existir.
Em 1993, Arafat assinou na Casa Branca os acordos de Oslo sobre a autonomia palestina, com o então primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, e seu ministro de Relações Exteriores, Shimon Peres. Em 1994, Arafat voltou triunfalmente aos territórios palestinos, onde foi eleito presidente da Autoridade Palestina em 1996.
Muçulmano sunita, Arafat casou-se em 1992 com Suha Tawil, cristã palestina com quem tem uma filha, Zahwa.

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