Presos temporários obtêm liberdade
Seis pessoas cujas prisões temporárias haviam sido decretadas na quinta-feira da semana passada em decorrência da operação Publicanos foram colocadas em liberdade ontem. O prazo das prisões de cinco dias expirou e o Gaeco não considerou necessário pedir prorrogação ou conversão em prisão preventiva (sem prazo predeterminado). "Algumas haviam colaborado com as investigações e, em outros casos, a permanência na prisão não era mais necessária", disse o promotor do Gaeco, Jorge Barreto.
Entre as pessoas que foram soltas ontem estão Antonio Belini Silva, dono de um distribuidora de combustíveis e o auditor da Receita Estadual Paulo Henrique Santelli, irmão do policial civil de Ibiporã André Santelli, que permanece preso. André seria o responsável por tentar corromper um agente do Gaeco, oferecendo propina mensal de R$ 3,5 mil para obter informações sigilosas acerca das investigações. Paulo Henrique, por sua vez, durante viagem do irmão, acabou fazendo a negociação com o agente em uma ocasião, pelo menos. A negociação entre o policial civil e o agente do Gaeco foi autorizada pela Justiça.
Na semana passada, um contador e empresários que colaboraram com as investigações, fazendo acordo de delação premiada, foram libertados. Dez do 19 presos pela operação Publicanos seguem recolhidos: o ex-inspetor-geral de Fiscalização da RE, Márcio de Albuquerque Lima, os ex-delegados da RE José Luiz Favoretto Pereira e Dalton Lázaro Soares, os auditores Marco Antonio Bueno e Luiz Antonio de Souza e as irmãs de Souza, Rosângela Semprebom e Rosineide de Souza, além dos empresários Stefan Ruthschiling e Paulo Midauar. (L.C.)





