Curitiba - Cinco pessoas foram presas suspeitas de desviar cerca de R$ 1 milhão dos cofres públicos do Paraná. Outras duas ainda estão foragidas. Os mandados de prisão foram cumpridos em Curitiba e Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Entre os suspeitos estão advogados, funcionários do poder judiciário e laranjas que teriam envolvimento no desvio de dinheiro de contas judiciais. Segundo a polícia, a fraude ocorria há dois anos.
Os advogados Ioneida Ilda Veroneze e Luiz Fernando e Luiz Fernando Cachoeira; o funcionário do judiciário Douglas Teodoro de Souza e os laranjas Dejacir dos Santos Rodrigues e Neusa Brocchier Cachoeira estão detidos. A polícia procura por Luiz Marcelo Seer e Everson Ricardo Prussak.
O delegado Cassiano Aufiero da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), explicou que os suspeitos aproveitavam dos seus cargos de confiança para se apropriar ilicitamente de recursos públicos. Os advogados falsificam alvarás de levantamento de valores, induzindo o juiz a erro e, assim, desviavam dinheiro para contas de laranjas.
Ele explicou que as investigações partiram de denúncias dos funcionários e juízes da Vara Cível que possibilitaram a polícia investigar quem eram os responsáveis, a participação de cada um no esquema e como agiam.
Na operação foram apreendidos R$ 1 mil na residência de Neusa, mãe do advogado Luiz Fernando Cachoeira; três alvarás falsificados que juntos somam R$ 300 mil; cópias de comprovantes de depósitos na conta dos laranjas, além de outros documentos que comprovam a fraude. Todos os suspeitos tiveram suas contas bancárias bloqueadas, num total de oito contas.
Segundo o delegado, os suspeitos agiam na 2 Vara Cível de Curitiba, no Centro Cívico. Eles aproveitavam dos seus cargos de confiança para se apropriar ilicitamente de recursos públicos de ações judiciais.
Os advogados faziam o requerimento da ação e os funcionários juramentados montavam o processo. Eles duplicavam números dos alvarás, falsificavam assinaturas dos advogados, entre outras irregularidades, induzindo o juiz a erro e, assim, desviavam as quantias para contas de laranjas. A polícia acredita que o dinheiro era usado em viagens ao exterior, compra de imóveis, carros e abertura de empresas.
O delegado esclareceu ainda que a quadrilha forjava os alvarás de levantamento de valor, derminando ao banco que, esse numerário depositado ao juízo, fosse encaminhado para a conta que os golpistas determinavam através do alvará falso. A polícia não tinha informação dos nomes dos advogados dos presos até o fechamento desta edição.

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