Presos recebem primeira visita na Páscoa
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quinta-feira, 02 de abril de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - Os executivos e demais envolvidos na Operação Lava Jato que estão presos no Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), devem receber hoje as primeiras visitas de familiares desde que deixaram a carceragem da Polícia Federal, no dia 24 de março. No último final de semana, os réus da Justiça Federal do Paraná não puderam receber as famílias porque todos os visitantes têm que se cadastrar junto ao Departamento de Execução Penal (Depen) para entrar na unidade penal, procedimento que não tinha sido realizado, conforme informou a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp). O mesmo não se aplica aos advogados, que podem conversar com seus clientes.
Desta forma, os detidos só puderam conversar com esposas e parentes nesta semana por meio de um parlatório, durante 30 minutos. Eles não puderam receber ovos de Páscoa, mas foi liberada a entrega de chocolates e bolachas. As visitas no CMP ocorrem sempre aos finais de semana, e duram duas horas e meia. Cada preso tem direito de receber até duas pessoas. Normalmente o encontro ocorre no pátio de convivência da unidade.
Os presos podem manter livros próprios dentro das celas ou fazer uso do acervo da biblioteca da unidade, que conta com mais de três mil exemplares, de acordo com a Sesp. Após concordância da direção do CMP, também foi possível os familiares levarem uma televisão de 14 polegadas e um rádio por cela. Estas regras se aplicam a todos os presos do CMP.
Os presos da unidade prisional recebem café da manhã, almoço e jantar. O cardápio é elaborado por uma equipe de Nutrição do Depen e cada refeição tem, no mínimo, 700 gramas. Não haverá mudança no cardápio em virtude da Páscoa.
Os presos envolvidos na Lava Jato que estão no CMP são: Adir Assad (lobista apontado como um dos operadores do esquema de corrupção); Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor-presidente da Área Internacional da OAS); Erton Medeiros Fonseca (diretor de negócios da Galvão Engenharia); Fernando Antônio Falcão Soares (lobista e apontado como um dos operadores do esquema); João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa); José Aldemário Pinheiro Filho (presidente da OAS); José Ricardo Nogueira Breguirolli (funcionário da OAS e contato do doleiro Alberto Youssef na empreiteira); Mário Frederico Mendonça Góes (um dos operadores no pagamento de propina); Mateus Coutinho de Sá Oliveira (funcionário da OAS e contato de Youssef na empreiteira); Renato de Souza Duque (ex-diretor de Serviços da Petrobras) e Sérgio Cunha Mendes (vice-presidente executivo da Mendes Jr.).


