Presos na Operação Farol da Colina são soltos
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sexta-feira, 27 de agosto de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Desembargadores do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4 Região, com sede em Porto Alegre (RS), revogaram ontem as prisões de oito doleiros ou donos de casas de câmbio de São Paulo e Rio de Janeiro presos na Operação Farol da Colina, sob o argumento de que o juiz federal que as determinou não tem competência para mandar prender acusados de crimes supostamente praticados fora do Paraná. O doleiro Antonio Claramunt, conhecido como Toninho da Barcelona, continua preso. Isso porque, a pedido da força-tarefa, o juiz federal Sérgio Fernando Moro, da 2 Vara Criminal Federal de Curitiba, converteu de temporária para preventiva o decreto de detenção em 25 casos - entre eles o do doleiro paulista.
Realizada pela Polícia Federal no último dia 17, a operação levou à prisão 64 pessoas em sete Estados, por decisão do juiz Moro. A vara em que Moro atua é especializada em lavagem de dinheiro e concentra os processos que derivaram da investigação da força-tarefa do Ministério Público Federal sobre a evasão de divisas via contas CC5 no Banestado.
O desembargador Élcio Pinheiro de Castro, do TRF, considerou ''irrelevante'' o fato de que descobertas de novas evasões de divisas ocorreram durante a investigação sobre o Banestado.
A concessão de habeas corpus será uma tendência dos desembargadores para todos os casos em que os advogados questionarem a incompetência de foro, segundo apurou a Agência Folha. Até ontem, 11 pedidos de habeas corpus haviam sido negados pelo mesmo tribunal, mas o questionamento do foro não foi levantado em nenhum deles. Em Recife (PE), a PF libertou na madrugada de ontem Arthur Tilman Maia, Carlos Alberto Guimarães Padilha e Edmundo Gurgel Júnior.


