Foz do Iguaçu- Cinco pessoas acusadas pelo Ministério Público Federal de enviar ilegalmente US$ 80 milhões foram presas ontem pela Polícia Federal em Foz do Iguaçu. A PF deteve o gerente e quatro funcionários da Elcatur Câmbio e Turismo Ltda, a pedido da 2Vara Federal Criminal de Curitiba, onde está centralizada a investigação de lavagem dinheiro deflagrada na tríplice fronteira de 1996 a 1999.
Segundo a ação penal, o sócio-gerente da casa de câmbio Elcatur, Valdir Werle (irmão de Valderi Werle, gerente do Banestado), depositava enormes cifras no Banco do Estado do Paraná e transferia o dinheiro para a Real Câmbio S.R.L, cuja sede fica em Ciudad del Este. Depois, reenviava o montante para o Banco Integración, braço do Banestado no Paraguai, através das contas CC-5 (correntistas residentes no exterior).
Werle é acusado de usar seus funcionários como laranjas para camuflar o esquema ilícito. O vigilante Cassemiro César Varela, a zeladora Ana Peres da Silva e os funcionários Cleonir Hansen e Eliseu Hardeminck. Os quatro são acusados de emprestar o CPF para abertura das contas, por onde passaram US$ 80 milhões (R$ 240 milhões) que teriam sido enviados aos paraísos fiscais.
Presos na Polícia Federal de Foz, os cinco réus serão transferidos em breve para Curitiba, onde responderão por crime contra o sistema financeiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e formação de quadrilha. A pena prevista para os ilícitos é de dois a seis de prisão. A Folha tentou, mas não conseguiu contato com os acusados. Eles têm direito de pedir habeas-corpus.

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