Curitiba - A Polícia Federal (PF) solicitou a transferência dos 14 presos na primeira etapa da operação Lava Jato, deflagrada em março. Eles estão na carceragem da Superintendência da PF em Curitiba e o pedido é para que eles sejam levados para penitenciárias federais e estaduais. A solicitação ainda precisa ser analisada pela Justiça Federal do Paraná.
A PF pede que Alberto Youssef e outros dois doleiros (Carlos Habib Chater e Raul Henrique Srour), além do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, sejam transferidos para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Oeste do Paraná. O presídio é considerado de segurança máxima e a unidade é especializada em receber detentos considerados de alta periculosidade. A penitenciária não abriga mulheres e, por isso, a outra doleira presa, Nelma Kodama, deve ser encaminhada para outra unidade penal. Os demais presos na Lava Jato devem ir para presídios estaduais.

Aparelhos na cela
O advogado de Alberto Youssef informou que seu cliente teve suas conversas gravadas de forma clandestina na cela da PF em Curitiba. Antonio Figueiredo Bastos afirmou que as escutas eram feitas em tempo real, por um aparelho GSM que usa chip de celular. Ele acrescentou que já entrou com um pedido na Justiça Federal para que a suspeita de escuta seja investigada. "O equipamento estava escondido na cela e, mesmo estando ativo ou inativo, queremos explicações, pois sem autorização judicial a escuta se torna ilegal", disse.
Em nota oficial, a PF disse que em revista de rotina às celas da carceragem na tarde da última quinta-feira encontrou um equipamento "estranho ao ambiente". O dispositivo foi apreendido e passará por perícia técnica. A PF também informou que vai apurar as acusações feitas pelo advogado, além de investigar como o dispositivo entrou na cela. A PF ainda ressaltou que não faz escutas clandestinas.

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