São Paulo - A Polícia Federal prendeu ontem sete gestores da ONG Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat) - inclusive um padre e a presidente da entidade, Jorgette Maria Oliveira - e um assessor do Ministério do Trabalho, Gleide Santos Costa, lotado na Secretaria de Políticas Públicas de Emprego da pasta, capturado em flagrante por corrupção. Em poder de Costa, os federais encontraram R$ 30 mil em dinheiro que ele teria recebido de propina para facilitar aditamento a um convênio com o ministério que, desde 2009, já garantiu à ONG o repasse de R$ 47,5 milhões.
Pelo menos R$ 18 milhões desse montante, segundo a PF, teriam sido desviados pela organização por meio de contratos fraudulentos com oito empresas prestadoras de serviços cujos sócios fazem parte do quadro de gestores da ONG.
A Operação Pronto Emprego da PF mobilizou 150 agentes federais e auditores do Tribunal de Contas da União, que fizeram buscas em 38 endereços em São Paulo, Rio e Brasília - até nos gabinetes de Costa e de um outro assessor, também sob suspeita, na sede do ministério, na Esplanada.
O Ministério do Trabalho é reduto histórico do PDT desde o governo Lula. O atual ministro, Manoel Dias, é secretário-geral do PDT. A pasta foi dirigido por Carlos Lupi que, para assumir o cargo, deixou a presidência do partido, em 2007. Caiu 4 anos depois, em dezembro de 2011, já no governo Dilma Rousseff, em meio a denúncias, inclusive sobre esquema de propinas de ONGs e também sobre uso de avião alugado por dirigente de uma entidade.

mockup