Curitiba - A Polícia Civil do Mato Grosso prendeu na tarde de ontem Júlio Carlos de Oliveira, principal suspeito do assassinato do deputado Tiago de Amorim Novaes (PTB). Júlio de Oliveira estava foragido desde o dia 3 de dezembro, quando escapou da cadeia pública de Três Lagoas, em Foz do Iguaçu.
Segundo o delegado da Divisão Anti-Sequestros de Cuiabá, Luciano Inácio, Júlio de Oliveira foi reconhecido graças a informações enviadas pela Central de Inteligência da Polícia Civil do Paraná. O suspeito andava pelas ruas do bairro Cidade Verde, em Cuiabá, quando foi abordado pelos policiais, que reconheceram uma tatuagem em forma de escorpião que ele tem nas costas. ‘‘Ele não ofereceu resistência. E foi enviado para Curitiba para ser interrogado amanhã (hoje)’’, afirmou Inácio.
O irmão de Júlio, Marcos André de Oliveira, já havia sido detido no domingo, a pedido do delegado especial que investiga a morte do deputado, Alexandre Macurin da Silva. Segundo o delegado, Marcos André teria planejado e financiado a fuga de seu irmão da cadeia.
Também foram detidos no domingo o investigador João Adão Sampaio Schissler e João Kowalski. Segundo Macurin, há indícios de que os dois poderiam ser os mandantes do assassinato do traficante Abelino de Jesus Oliveira, conhecido como Abelha. A polícia investiga se o assassinato de Abelha e o de Amorim apresentam ligações. ‘‘Manteremos Schissler e Kowalski sob custódia por 30 dias. Caso surjam novas provas ligando-os ao crime, pediremos a prisão preventiva’’, afirmou.
Segundo a polícia apurou, Schissler e o deputado teriam desavenças pessoas. Foi levantada a hipótese de que Amorim seria o mandante do assassinato de Abelha, e que teria tentado incriminar Schissler para desacreditar a Polícia Civil de Cascavel. Esta versão foi apresentada por Adelar Proença, o ‘‘Bispo’’, que confessou ter matado Abelha. Mas em um depoimento na quinta-feira passada a Macurin, Bispo mudou sua versão dos fatos, dizendo que havia sido de fato contratado por Schissler.
Além da participação de Schissler, a Corregedoria da Polícia Civil também investiga a participação de outros policiais no assassinato de Amorim. Uma denúncia anônima feita na semana passada indicava que outros membros da corporação estariam envolvidos no caso. Segundo o corregedor Adauto Abreu de Oliveira, algumas das denúncias aparentam ter sido falsas.

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