Preso, Renato Duque repudia acusações
Curitiba - Dos 23 presos na sétima fase da operação Lava Jato, 15 já foram chamados para prestar depoimentos desde o último sábado, quando foram iniciadas as oitivas. Entretanto, nem todos estavam dispostos a prestar esclarecimentos. Cinco pessoas ligadas à empreiteira OAS (José Aldemário Pinheiro Filho, presidente; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, diretor financeiro; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor presidente da área internacional; Alexandre Portela Barbosa, advogado; José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário) permaneceram em silêncio ontem pela manhã, por orientação da defesa.
Por outro lado, dez presos já foram ouvidos: Othon Zanoide de Moraes Filho (diretor geral de desenvolvimento comercial da Vital Engenharia, do Grupo Queiroz Galvão); Gerson de Mello Almada (vice-presidente da Engevix) e Carlos Eduardo Strauch Albero (diretor técnico da Engevix) no sábado; Ildefonso Colares Filho (ex-diretor presidente da Queiroz Galvão) e Newton Prado Júnior (diretor técnico da Engevix) no domingo; e ontem, Erton Medeiros Fonseca (diretor presidente da divisão de engenharia industrial da Galvão Engenharia), Carlos Alberto da Costa Silva (advogado e emissário das empreiteiras); Renato de Souza Duque (ex-Petrobras); e Valdir Lima Carreiro (diretor presidente da IESA Óleo e Gás) e Otto Garrido Sparenberg (diretor de operações da IESA).
O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque respondeu as indagações do delegado, entretanto, segundo seu advogado, Renato de Moraes, seu cliente repudiou o motivo da prisão e simplesmente detalhou seu histórico dentro da Petrobras. "Não existe uma acusação, foi uma prisão para averiguações. Ele nega completamente a existência de um cartel para pagamento de propina, desconhece esta acusação", ressaltou.
Moraes ainda destacou que Duque se colocou à disposição da Polícia Federal caso seja necessário após sua liberdade e descartou a possibilidade de um acordo de colaboração premiada. "Em relação a isso, a resposta dele é uma só: que não tem o que delatar e nem quem delatar. Então não há nenhuma hipótese de que isso aconteça", completou o advogado.
Hoje devem ser ouvidos Dalton dos Santos Avancini (diretor presidente da Camargo Correa); João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração da Camargo Correa); Jayme Alves de Oliveira Filho (agente da PF e subordinado de Alberto Youssef); Ricardo Ribeiro Pessoa (presidente da UTC); Ednaldo Alves da Silva (funcionário da UTC); e Walmir Pinheiro Santana (funcionário da UTC). Também não foram ouvidos Eduardo Hermelindo Leite (diretor vice-presidente da Camargo Correa) e Sérgio Cunha Mendes (diretor vice-presidente executivo da Mendes Júnior). (R.C.J.)





