Imagem ilustrativa da imagem Preso pela Lava Jato, Pepe é suspeito de comandar esquema de arrecadação ilícita
| Foto: Ricardo Chicarelli



Curitiba - Um dos 16 alvos de prisão temporária da 55ª fase da Lava Jato, deflagrada nessa quarta-feira (26), o ex-secretário de Estado da Infraestrutura e Logística José Richa Filho, o Pepe Richa, é suspeito de comandar um esquema de arrecadação ilícita no DER (Departamento de Estradas e Rodagem). A Operação Integração II, como foi batizada, apura irregularidades na execução de contratos de concessão de rodovias federais no Paraná.

Outras 14 pessoas foram detidas hoje, no Paraná, em Santa Catarina, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O empresário Luiz Abi Antoun, primo de Pepe e de seu irmão, o ex-governador e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB), está no Líbano. O advogado dele, Anderson Mariano, informou que a viagem foi autorizada pela Justiça Estadual.

Segundo o despacho do MPF (Ministério Público Federal), o colaborador Nelson Leal Júnior relatou que foi convidado pelo ex-secretário no final de 2012 ou início de 2013 a ingressar no DER. Pepe teria então o orientado a procurar Aldair Wanderlei Petry, o Neco, para tratar do "adicional" ilícito que lhe seria pago para exercer o cargo de diretor. O colaborador também disse que o tucano detalhou como se dava a ocultação do patrimônio obtido com o dinheiro.

Pepe já havia sido preso em 11 de setembro, durante a Operação Radiopatrulha, que apura fraudes e pagamentos de propina a agentes políticos por intermédio do Programa Patrulha do Campo. Entretanto, foi solto três dias depois, graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que liberou também Beto e Fernanda Richa.

Em nota, a defesa do ex-secretário disse que ele nunca foi chamado pela Polícia Federal para esclarecer quaisquer fatos atinentes à Operação. "O processo tramita sob sigilo na 23a. Vara Federal e, apesar de requerido pela defesa, até o momento, não se obteve acesso aos autos. O ex-secretário seguirá colaborando com a Justiça e confia que sua inocência restará provada na conclusão do processo".

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