Ramallah, CisjordâniaA Autoridade palestina prendeu, ontem, Ahmed Saadat, chefe da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), anunciou um importante responsável palestino à AFP. A prisão foi confirmada por fontes do FPLP que pediram para não serem identificadas.
Esse movimento radical de esquerda tinha reivindicado o assassinato do ministro israelense do Turismo Rehavam Zeevi em 17 de outubro passado num grande hotel de Jerusalém Ocidental.
A prisão de Saadat, de 48 anos de idade, é uma das condições impostas pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para autorizar o presidente Yasser Arafat a sair de Ramallah (Cisjordânia), onde está confinado desde 3 de dezembro.
Exigência
A Frente Popular da Libertação da Palestina (FPLP) exigiu, ontem, que a Autoridade Palestina ‘‘liberte imediatamente’’ seu chefe, Ahmad Saadat, preso horas antes pela polícia palestina.
Mortes
Uma cidadã israelense morreu e outra ficou gravemente ferida, ontem à noite, num ataque palestino cometido numa estrada na entrada de uma colônia judaica próxima à cidade autônoma de Ramallah (Cisjordânia), informou a televisão israelense. As duas mulheres estavam num carro que saiu da estrada e bateu num muro depois de ser atingido por tiros de palestinos perto da colônia de Givat Zeev, segundo as autoridades.
Poucas horas antes, um colono de 72 anos que tinha dupla nacionalidade, israelense e americana, foi morto perto de Belém (Cisjordânia). Israel acusou a polícia marítima palestina de cumplicidade nesse assassinato.
Autoria
Um grupo armado vinculado ao movimento do presidente palestino Yasser Arafat, Fatah, reivindicou ontem o assassinato de um cidadão israelense na Cisjordania, afirmando que se tratava de um ‘‘oficial dos serviços de inteligência’’ israelenses.
Num comunicado enviado à televisão o grupo afirma que seus militantes dispararam contra ‘‘um oficial dos serviços secretos sionistas’’.

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