Preso do propinoduto ganha a liberdade
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quarta-feira, 03 de setembro de 2003
Agência Folha 
Rio de Janeiro - Mais um dos presos do ''propinoduto'', o suposto esquema de corrupção envolvendo fiscais e auditores do Rio, ganhou a liberdade ontem na Justiça.
A 2 Turma do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro concedeu habeas corpus a Marlene Rozen, secretária da Coplac (empresa por onde teriam sido abertas as contas dos fiscais no banco suíço Discount Bank and Trust Company). Os donos da Coplac, Herry Rosemberg e Ronaldo Adler, também conseguiram habeas corpus na semana passada.
Com a libertação de Rozen (que estava em prisão domiciliar), cai para 14 o número de presos no caso. Os fiscais e auditores do propinoduto teriam enviado para a Suíça pelo menos US$ 33,4 milhões.
O desembargador relator do caso, Paulo Espírito Santo, concedeu o habeas corpus a Rozen alegando que a participação dela no suposto esquema foi pequena, já que seu papel se resumiria a receber depósitos em dinheiro e preencher cadastros dos fiscais.
Espírito Santo alegou ainda que Rozen não enriqueceu com sua atividade e que, estando presa há três meses em casa, nunca tentou fugir.
Na mesma sessão, foram negados os habeas corpus para os empresários de futebol Reinaldo Pitta e Alexandre Martins, processados sob a acusação de atuar como doleiros no caso dos fiscais e auditores.
Sobre os empresários, Espírito Santo manteve a argumentação usada para fundamentar a prisão preventiva: os indícios contra eles são muito fortes, e os danos causados, muito maiores. Citou também o perigo de que Pitta e Martins fujam do país, prejudicando o processo.
Ao todo, 24 pessoas estão sendo processadas no caso do propinoduto por vários crimes, como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, extorsão e formação de quadrilha, entre outros. A sentença deve sair no final deste mês.


