Curitiba - O delegado Stélio Machado, da Delegacia de Homicídios, planeja concluir as investigações sobre o atentado contra o deputado estadual Barbosa Neto (PDT) nos próximos dias. Ontem, o delegado disse que ''90% do procedimento investigatório está concluído'', e considera o caso praticamente solucionado. Hoje o delegado deve pedir a prisão preventiva de Luciano Vidal, 24 anos, outro suspeito de envolvimento no atentado, junto com Gilmar Ferreira de Aguiar, 34 anos, preso em Curitiba desde a sexta-feira passada.
Na noite do último dia 23, o deputado foi alvo de disparos no Bairro Centro Cívico, onde mora. Barbosa Neto estava estacionando o Astra, de propriedade da Assembléia Legislativa. Ele se livrou dos tiros porque abaixou-se para pegar o toca-fitas do carro.
De acordo com o delegado, o ''esqueleto do inquérito'' já está desenhado. Outras duas pessoas também teriam participado. Para o delegado, os mandantes seriam pessoas ligadas ao narcotráfico. Barbosa Neto apresenta um programa de tevê na CNT e, na avaliação do próprio deputado e do delegado, o atentado contra sua vida teria sido motivado pelas denúncias feitas no programa. Recentemente, o pedetista veiculou imagens de policiais civis e militares conversando com prostitutas e traficantes no centro de Curitiba.
Fitas em poder da polícia cujas conversas abordam a forma como o atentado seria concretizado e quem seriam os mandantes citam o envolvimento de deputados estaduais e um prefeito, cujos nomes não foram revelados. Mas, na opinião de Machado, o narcotráfico estaria por trás do atentando, e não políticos.
Na tarde de ontem, Gilmar Aguiar foi apresentado à imprensa pelo delegado. Ele disse que participou do atentado porque precisava de dinheiro para casar. Aguiar disse que não conhece o deputado Barbosa Neto. Aguiar que segundo o delegado teme por sua vida, mesmo preso disse que só fornecerá mais detalhes na presença de um juiz e de um advogado.

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