Curitiba - O chefe do almoxarifado na prefeitura de Fênix, Sidney Aparecido Faria, 33, foi preso ontem por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) acusado de ser o mandante do assassinato do prefeito do município de Fênix, Manoel Custódio Ramos (PMDB). Segundo a polícia, Farias era o braço direito do prefeito. ''Descobrimos que Farias e o prefeito andavam se desentendendo e por esse motivo ele teria tido seus privilégios cortados dentro da prefeitura. Com raiva por perder suas 'regalias' ele resolveu mandar matar o prefeito Manoel Custódio Ramos', explicou o delegado do Cope, Renato Bastos Figueiroa, que auxiliou nas investigações.
Com o mandado de prisão em mãos, o delegado pediu para que Farias fosse até a delegacia. Ao chegar no local, juntamente com seu advogado, Farias foi preso. De acordo com o delegado, a polícia chegou até o acusado através de um traficante da cidade que teria recebido uma proposta de Sidney para executar o prefeito. Segundo o traficante, caso ele aceitasse realizar o serviço, receberia R$ 15mil.
A polícia já tem a identificação do homem que executou o trabalho e suspeita que outras pessoas estejam envolvidas. ''Com certeza existem pessoas que financiaram este assassinato. Deveremos descobrir isso em breve'', declarou o delegado de Engenheiro Beltrão, Claudimar Lúcio Lugli, que a partir de agora vai presidir o inquérito.
Sidney Aparecido Farias, permanece preso na delegacia de Engenheiro Beltrão e deverá responder por homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão. O prefeito Manoel Custódio Ramos foi assassinado a tiros por volta das 23h do dia 04 de fevereiro, logo após estacionar o seu carro na garagem de casa. De acordo com testemunhas, uma motocicleta parou em frente a sua residência e o único indivíduo que ocupava o veículo gritou pelo apelido do prefeito (Nego). Manoel foi atender ao chamado e recebeu cinco tiros na cabeça e peito.

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