Presidentes vão tentar definir posições comuns
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quinta-feira, 31 de agosto de 2000
France Presse De Brasília 
A reunião de chefes de Estado da América do Sul foi aberta oficialmente às 20 horas de ontem, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, em meio a fortes medidas de segurança. No encontro, em que mais de 3 mil soldados e policiais cuidam da segurança, os presidentes tentarão definir posições comuns na defesa da democracia, comércio, infra-estrutura regional e combate ao narcotráfico. A legitimidade da democracia peruana, após a polêmica reeleição de Fujimori, e o Plano Colômbia de combate ao narcotráfico, que gera inquietação nos países da região, certamente dominarão o encontro.
A abertura oficial do encontro foi realizada após a reunião de trabalho dos presidentes e outro encontro paralelo de chanceleres, que duraram cerca de uma hora. Alguns presidentes também mantiveram reuniões bilaterais antes da abertura oficial.
Após a abertura oficial da reunião, Fernando Henrique Cardoso e Chávez atuais presidentes do Mercosul e da Comunidade Andina das Nações discursaram. Os presidentes assistiram posteriormente, no Itamaraty, um concerto da Orquesta Infantil Venezuelana Simón Bolívar, antes do jantar que foi oferecido no Palácio do Alvorada.
Estão presentes à cúpula, convidados por Fernando Henrique, os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Andrés Pastrana (Colômbia), Bharrat Jagdeo (Guiana), Ronald Venetiaan (Suriname), Gustavo Noboa (Equador), Alberto Fujimori (Peru), Hugo Banzer (Bolívia), Luis González Macchi (Paraguai), Fernando de la Rúa (Argentina), Ricardo Lagos (Chile) e Jorge Batlle (Uruguai).
Cerca de 200 jornalistas estão cobrindo o encontro. Uma gafe também marcou o dia: entre as 12 bandeiras dos países sul-americanos espalhadas pela Esplanada dos Ministérios, a do Chile estava de cabeça para baixo. A comitiva do Chile era a maior: composta de 25 pessoas, entre ministros e convidados.
As comitivas mais enxutas foram as do Suriname e Guiana, com quatro membros cada, incluindo os presidentes Ronaldo Venetian e Bharrat Jagdeo, respectivamente. Apenas dois presidentes trouxeram as primeiras-damas. A primeira-dama da Guiana, Zarshine Jagdeo, faz a primeira visita ao Brasil. Já a primeira-dama venezuelana, Marisabel Chávez, vem pela quarta vez ao País.


