Presidente vê com cautela queda do dólar e das taxas de juros
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sexta-feira, 26 de março de 1999
Leandro Donatti 
Os brasileiros devem encarar com cautela a redução nas taxas de juros e a leve recuperação do Real. Temos sinais positivos de que a situação está controlada. A taxa do dólar declinou. Mas isso não deve nos iludir. Temos de continuar fazendo as reformas e sobretudo tocando o ajuste fiscal, disse o presidente Fernando Henrique ontem, em Capitão Leônidas Marques.
Para Fernando Henrique, o sufoco da crise financeira vivida pelo Brasil já foi superado. Eu imagino que o pior já passou. A crise veio da Rússia até nós. A nossa crise, no entanto, foi contida e não provocamos nenhum efeito dominó nos outros países. A nossa economia tem boas condições de se recuperar, apostou. Durante o seu discurso, Fernando Henrique deu a entender que a equipe econômica está no caminho certo e que a crise está controlada. O Brasil encontrou o seu rumo.
O presidente ressaltou que os brasileiros não estão livres de dificuldades eventuais, com a intenção de frear qualquer tipo de euforia, que tenha sido gerada com o fechamento do dólar em R$ 1,79, anteontem. Hoje mais do que nunca o Brasil precisa estar internamente preparado, porque nada assegura que amanhã ou depois as condições internacionais não venham a ser de novo difíceis. Nós temos de contar com as nossas forças. E para isso as reformas são essenciais, declarou.
O presidente estimou que a safra agrícola prevista para esse ano poderá ser recorde. Temos uma safra bastante ampla, poderá ser a maior da história. Isso ajuda a combater a inflação. Estamos saindo de um momento pior, mas devemos estar sempre preparados, avaliou ele, na visita a Capitão Leônidas Marques. Segundo Fernando Henrique, os investimento estão se abrindo no País - a entrega de Salto Caxias foi um exemplo citado pelo presidente. O que precisamos é controlar a carestia e aumentar a oferta de empregos. No segundo semestre, controlaremos essa situação, prometeu.
No discurso, Fernando Henrique ressaltou ainda a importância da reforma tributária, instalada pelo Congresso durante a semana. Mais que a continuação das reformas administrativa e previdenciária, a tributária precisa ser analisada, afirmou. O presidente defendeu um esforço concentrado do Congresso na discussão. As dificuldades não podem tomar conta de nossos espíritos, disse, defendendo o cumprimento de uma agenda positiva nacional, proposta pelo governador Jaime Lerner, envolvendo todos, inclusive a oposição.


