Presidente suspende obras da Câmara de Foz do Iguaçu
As obras do novo prédio da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu foram suspensas ontem por determinação do presidente do Legislativo, Dilto Vitorassi (PT). Ele não quer injetar mais dinheiro na conclusão do auditório por suspeita de estar com problemas técnicos, embora o prédio tenha sido inaugurado oficialmente em dezembro de 2000.
O término da futura Câmara sede deve consumir R$ 134 mil, incluindo a compra de equipamentos. Até agora, já foram gastos R$ 816 mil com a estrutura. Vitorassi considera arriscado destinar o restante dos recursos sem antes saber o resultado de um laudo técnico solicitado a uma equipe de engenheiros. A perícia não tem data definida para ser finalizada.
A ordem do petista é uma resposta à discussão travada com o ex-presidente da Câmara Vilmar Andreola (PSDB), idealizador da transferência e da inauguração antecipada. O nome do tucano aparece na placa, fixada na fachada do prédio, como o presidente do Legislativo no momento da inauguração (30 de dezembro de 2000).
Os dois vereadores discutiram anteontem sobre os recursos e a utilidade da nova sede, que, para Vitorassi, estará obsoleta daqui a quatro anos. Andreola respondeu que compraria o prédio (uma antiga agência bancária) pelo valor que foi adquirido caso alguém questionasse os gastos públicos com a aquisição. Diante do embate, a mesa diretora colocou o prédio à venda para o parlamentar tucano. Andreola ainda não confirmou a compra, dizendo que prefere evitar novas polêmicas.
Ontem, 19 vereadores realizaram uma reunião a portas fechadas para tentar amenizar o problema (os dois protagonistas da discussão foram excluídos). Pressionado, Vitorassi anunciou a transferência somente dos serviços administrativos para a nova Câmara, além de liberar os gabinetes dos vereadores. A mudança deve ocorrer na próxima semana. As sessões continuam no prédio atual, deixando, assim, o Legislativo de Foz com duas sedes.





