Abu Dhabi - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, ontem, que o chefe de Estado deve se deslocar para o exterior toda vez que considerar importante, porém, afirmou que, em 2004, vai viajar menos. Lula, que está nos Emirados Árabes Unidos, a terceira etapa de seu roteiro pelo Oriente Médio, ressaltou que conta com ''gente competente'' no Brasil para administrar o governo em suas ausências e que não mede nenhum ''sacrifício'' para se reunir das 8 horas até a meia-noite quando está no exterior.
''Obviamente que, no ano que vem, não preciso viajar tanto porque a semente está plantada. Vamos fazer um grande encontro no Brasil, que eu penso que será um marco fantástico, que será a reunião de chefes da América do Sul e com o mundo árabe'', afirmou o presidente. ''Eu tenho consciência do papel histórico que estamos cumprindo lá no Brasil. Vocês da imprensa têm acompanhado parte da minha visita. Em alguns lugares que viajei, vocês nem aguentaram cumprir a agenda porque eu viajo para trabalhar'', afirmou. Ele argumentou que, se quisesse fazer turismo, preferiria ficar no Brasil gastando seus reais. Na sua avaliação, a melhor opção é divulgar o ''novo tempo'' que, segundo ele, o País está vivenciando e firmá-lo no mundo globalizado. ''Fazer política internacional é que nem política: não há espaços vazios.''

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