Fernando Henrique disse ontem, ao desembarcar em Manaus, que a queda nas taxas de juros ocorrerá quanto mais rápido o País ajustar sua economia. ‘‘Quanto mais rápido nos ajustarmos mais rápido os juros caem ’’, disse. Segundo FHC, a sua determinação é de ‘‘preservar o real’’ e que a colocação de recursos disponíveis por parte dos organismos internacionais é uma boa iniciativa. ‘‘Se estes recursos estão disponíveis é melhor’’.
Os jornalistas insistiram em saber se, afinal, o País vai recorrer ao FMI após as eleições, mas o presidente manteve o tom do discurso do governo até agora: ‘‘O País vai recorrer ao Fundo quando e se precisar’’. FHC disse que o Congresso ‘‘sempre apoiou as reformas’’ propostas por seu governo, ao comentar o encontro de ontem de manhã com ACM e Temer (ver acima).
Em discurso no Hotel Tropical, FHC comentou as dificuldades que o Brasil vem atravessando em virtude da crise mundial, mas disse que o País tem condições de superá-las. ‘‘O Brasil sabe, o mundo sabe que há dificuldades, principalmente agora, diante de uma crise de cunho internacional’’, afirmou.
‘‘Não é a primeira vez que enfrentamos uma crise’’, ponderou. ‘‘Enfrentei crises em 95, em 97 e em 98, mas esta tem uma amplitude maior. Isso não deve nos desanimar. Pode motivar para continuar avançando’’. Ele disse, entretanto, que, apesar da crise, é preciso ampliar as ações na área social e que o governo vai tentar avançar, inclusive nos projetos na área social.
O Projeto Urucu (de exploração de gás), na Amazônia, não será abandonado, afirmou Fernando Henrique. ‘‘Não vai parar, até porque os investimentos são privados’’, disse ele. Em seguida, o presidente insistiu na sua pregação de que ‘‘é preciso acabar com a visão derrotista’’. ‘‘Nós somos um país que tem futuro, que vai avançar’’, acrescentou. ‘‘A Amazônia é um símbolo maior do nosso País, é brasileira e vai continuar sendo brasileira’’.

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