Presidente proíbe muro entre Foz e Ciudad del Este
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sábado, 19 de maio de 2007
Leonencio Nossa<br> Agência Estado 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista publicada nos jornais paraguaios ''La Nación'' e ''Ultima Hora'' na última sexta-feira, que a Receita Federal está proibida de continuar as obras de um muro na fronteira de Foz do Iguaçu com Ciudad del Este, que visaria a impedir o contrabando de produtos eletrônicos e cigarros. ''Muro não vai ter. Muro, chega o de Berlim, chega o do México, agora, com os Estados Unidos, chega o da Faixa de Gaza. Não queremos muro.''
Às vésperas da viagem a Assunção, onde chega neste domingo à tarde, Lula aproveitou para negar que vá propor a compra da parte paraguaia da Usina de Itaipu, construída nos anos 70, por US$ 4 bilhões. Ele deixou claro que acha ''complicado'' alterar o tratado entre os dois países sobre Itaipu, assinado em 1973.
A imprensa de Assunção critica o governo Lula por não atender o Paraguai, que quer o aumento no valor pago pelo uso de sua energia excedente - o país tem direito a 50% da produção da usina e só consome 5%. Na entrevista, Lula disse que o Brasil quer ajudar o vizinho a construir linhas de transmissão e aprovar um fundo de desenvolvimento para as nações do Mercosul. ''O que precisamos discutir neste momento é como ajudar o Paraguai a ter um crescimento econômico vigoroso, para que possa se industrializar e ter uma agricultura moderna.''
Amanhã, ele e o presidente Nicanor Duarte vão inaugurar 2 turbinas de Itaipu, que passa a operar com 20 turbinas. A capacidade de geração de energia subirá de 12.600 MW para 14.000 MW. Em Assunção, Lula discutirá ainda novas taxas aduaneiras entre os dois países. ''O que queremos é ter uma relação definitiva de países desenvolvidos e civilizados'', afirmou ele.


