Presidente proíbe ataques a Roseana
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso interveio mais uma vez no processo de sua própria sucessão. Em uma série de conversas ontem com ministros, governadores e dirigentes nacionais do PSDB, deu duas orientações: os ataques ao PFL e à sua candidata a presidente, governadora do Maranhão, Roseana Sarney, estão proibidos; e todos, especialmente o ministro da Saúde, José Serra, têm de trabalhar pela unidade, trazendo o governador do Ceará, Tasso Jereissati, para a campanha.
Não gosto disso e não esperem de mim ações de militante radical porque eu não vou nessa direção, afirmou FHC, sobre as declarações cada vez mais frequentes de tucanos que falam em polarizar a campanha com Roseana. Estão escolhendo o alvo errado, porque é o PFL que pode nos ajudar no segundo turno e não o PT, concorda o ministro Arthur Virgílio Netto, secretário-geral da Presidência.
A ordem é trabalhar duro pela unidade do partido e para descolar o PSDB das críticas e ataques a Roseana que, acreditam o presidente e o comando da sigla, irão se multiplicar. É um erro dizer que Tasso é apenas um dos seis governadores tucanos e que sua ausência não pesa, diz o presidente da Câmara, Aécio Neves. O que está em jogo é a unidade do partido.


