Presidente negocia o fim do impasse
Agência Folha
De Brasília
O presidente Fernando Henrique Cardoso sinalizou ao presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), o interesse do governo em negociar com o partido para pôr fim ao impasse em torno do salário mínimo.
Durante viagem para Florianópolis, Bornhausen fez relato da posição do PFL ao presidente e combinaram novos entendimentos, após o retorno de FHC a Brasília. O senador deixou o encontro otimista com a retomada das negociações.
O presidente nacional do PMDB, senador Jader Barbalho (PA), e o líder do PSDB na Câmara, deputado Aécio Neves (MG), se manifestaram ontem, por meio de suas respectivas assessorias, contra a fixação prévia do novo valor - R$ 177 - para vigorar a partir de 1 º de janeiro, como quer o PFL.
Fixar um valor agora é criar falsa expectativa. O que vai sustentar o aumento do salário mínimo e permitir a recuperação do poder de compra do trabalhador é a responsabilidade com que são tratados os problemas dos brasileiros, disse Aécio.
Mas a resistência dos demais aliados é menor em relação à tese do PFL de antecipar o próximo reajuste para 1 º de janeiro. A única hipótese de alteração (da proposta do governo) é a data de reajuste. Fixar valores previamente não é possível, porque não se sabe como estará a economia, disse Jader.
A MP que fixou o salário mínimo em R$ 151 recebeu 31 emendas de parlamentares. Em nome do PFL, os senadores José Jorge (PE) e Paulo Souto (BA) assinam emenda propondo os R$ 177 a partir de 1 º de janeiro. Mantendo a posição inicial do PFL, o deputado Luiz Antonio de Medeiros (PFL-SP) propôs R$ 177 já em 1 º de maio.





